Mandacaru

Novela de Carlos Alberto Ratton, Mandacaru foi roteirizada por Calixto de Inhamuns e Douglas Salgado. escrita por Gregório Bacic e Clóvis Levi. Colaboração de Zeno Wilde, Tyrone Feitosa e Yoya Wursh. Trama principal inspirada no romance Dente de Ouro de Menotti Del Picchia. Direção de Ivan Zettel, Lizâneas Azevedo, Luís Antônio…

Benvindo Siqueira rouba a cena, cativa o público e salva Mandacaru

Mandacaru estreou no dia 18 de agosto de 1997. A era baseada na vida do sertão nordestino e nas aventuras dos cangaceiros. Contando com boa parte do elenco de Xica da Silva, não conseguiu atingir o sucesso da anterior, atingindo uma média de 7 pontos de audiência. Permaneceu no ar até o dia 10 de agosto de 1998, quase 1 ano depois da estréia. Seu fim estava previsto para o mês de abril, mas a emissora resolveu prolongar a novela, porque o período posterior à Copa seria mais propício para estrear Brida.

Bemvindo Siqueira foi Zebedeu
Zebedeu virou protagonista da novela

Para manter a audiência da novela, o diretor Walter Avancinni se vários recursos, entre eles, a participação de Marília Pêra, Agildo Ribeiro, Elba Ramalho, Alexia Dechamps e Antônio Grassi. Além destes, valorizou o hilário personagem Zebedeu, de Benvindo Siqueira, transformado o pouco empolgante drama da patricinha que se apaixona por um pouco expressivo bandido, noutra ponta um tenente do exército meio

Analisando Mandacaru, percebemos que a história central inicial deu lugar a uma nova história. Nessa nova história, Zebedeu tornou-se protagonista, Juliana virou coadjuvante, e atores como Ângela Leal(Olívia, mãe de Juliana) e Jonas Mello quase não apareciam. Este último acabou morrendo no meio da novela. A trama tornou-se engraçada e a equipe soube manter a novela, sem deixar que ela caísse na chatisse. Afinal, nossos telespectadores não estão mais acostumados a assistir uma novela durante doze meses.

A novela foi reprisada em 2007 pela Band, às 22h, com médias de cinco pontos de audiência.

Abertura de Mandacaru

Mandacaru ganha reprise na Band

Mandacaru ganha reprise na Band a partir de amanhã

A Bandeirantes anuncia a estréia de Mandacaru, amanhã, às 22 horas, como uma inauguração de seu segundo horário de novelas. O folhetim nem é uma produção da casa nem é inédito, mas vale para criar o hábito do gênero no telespectador da emissora. Vale como bom indício de que a contratação do diretor Herval Rossano para dirigir um departamento de teledramaturgia na casa não será em vão – embora o projeto para a produção de Amor de Perdição esteja estacionado há meses.

Mandacaru foi exibida em 1998 pela extinta TV Manchete. Foi uma das últimas produções do diretor Walter Avancini na emissora, mas seu sucesso não chegou perto do furor causado por Xica da Silva, também produzida pela Manchete e que, reprisada agora pelo SBT, instigou a Band a comprar o título em questão.

A pergunta é: como se compra algo de uma empresa cuja massa falida ainda motiva pendengas judiciais? A resposta: nem Mandacaru nem Xica da Silva foram produzidas sob a razão social da TV Manchete. Entre 1994 e 1995, quando já ia mal das pernas, a Manchete foi reconquistada pela família Bloch das mãos do grupo IBF, que havia comprado a emissora um ano antes. A devolução se deu pela falta de cumprimento de cláusulas do acordo entre os Blochs e a IBF. Ao retomar a empresa, a família Bloch, já precavendo de que poderia perder a emissora novamente, passou a produzir todas as novelas seguintes sob outra razão social: Bloch, Som & Imagem. É por isso que não se pode comprar, por exemplo, Pantanal, o maior sucesso que a Manchete já teve. O SBT bem que queria, mas a novela, de 1990, ainda é da própria Manchete e pertence à massa falida.

O entusiasmo da Band por um segundo horário de novela vem na trilha de Floribella, novelinha de co-produção argentina que tem feito razoavelmente bonito no ibope. Sua segunda temporada estréia no próximo dia 23.

Um trunfo de Mandacaru é um certo desfile de atores hoje bem cotados na Globo – como Murilo Rosa. Mas o charme do elenco é o par formado por Alceu Valença e Daniela Mercury nos papéis de Lampião e Maria Bonita. Na época, a reconstituição da morte dos reis do cangaço foi filmada em película preto-e- branco por Avancini, a fim de emprestar ares de documentário à seqüência. Os personagens principais são Tirana (Victor Wagner), cangaceiro de Lampião, Juliana (Carla Regina), filha do coronel Honorato Guedes e Tenente Aquiles (Murilo Rosa). Juliana, namorada de Aquiles, vai se apaixonar pelo cangaceiro. É em torno deste triângulo amoroso que gira a novela. O bom José Dumont, que fez várias na Manchete, também está em cena.

De Carlos Alberto Ratton, o enredo de Mandacaru tem como cenário o violento sertão de 1938. A novela apresenta o universo nordestino sob a ótica dos cangaceiros e tem como contexto a repressão do Estado Novo de Getúlio Vargas ao cangaço. Na época, a Manchete amargou baixa audiência com a trama.

Fonte: http://www.ibest.com.br/servlet/IbestNews/?p=1&x=materias/cultura/2234001-2234500/2234267/2234267_1.xml

Texto originalmente escrito por Mário César Mota de Almeida, em 11/10/2005

Sinopse de Mandacaru

A história de Mandacaru, inspirada no cangaço – marca de um dos períodos mais sangrentos e emocionantes da história do Brasil -, se passa na fictícia cidade de Jatobá no violento sertão de 1938, ano em que Lampião foi assassinado. A trama apresenta o universo nordestino sob a ótica dos cangaceiros e faz um resgate histórico da região quando a repressão do Estado Novo de Getúlio Vargas anunciava o fim do cangaço.

A escolha do nome – Mandacaru, planta que resiste às mais duras secas – já dá uma idéia da trama. O fogo cruzado entre os rebeldes e os volantes – como eram chamados os grupos policiais que perseguiam os cangaceiros – , ocorrerá paralelamente ao triângulo amoroso entre o perigoso Tirana(Victor Wagner), que luta para manter vivo o sonho do cangaço, Juliana (Carla Regina), a filha de Honorato ( Jonas Mello) importante coronel da região de Jatobá, e Aquiles (Murilo Rosa), um tenente disposto a tudo para acabar com o banditismo no interior do Nordeste. A mocinha será arrancada do altar pelo bandido durante seu casamento com Dr. Edgar ( Jandir Ferrari), o médico da cidade pelo qual ela nada sente. Seqüestrada, Juliana acaba se apaixonando pelo vilão.

Em Mandacaru, a figura rude do cangaceiro dá espaço também ao seu lado humano. Em meio a esse triângulo amoroso, Zebedeu (Benvindo Siqueira), ambicioso em tomar o poder, reúne o seu bando e ataca a cidade de Jatobá. O cangaceiro assume o poder da cidade e, acreditando ser um enviado de Dom Sebastião, graça concedida pela personagem de Elba Ramalho, instaura um poder monárquico na cidade se intitulando Imperador de Jatobá. A partir desse momento, em meio às maldades que manda seus capangas praticarem, é o centro de várias cenas hilárias na novela.

A trama mostra um universo diversificado: a questão da terra, a repressão policial, os coronéis que não queriam mudanças, o sertanejo sofrendo com a miséria e o banditismo tentando sobreviver. Além disso, Mandacaru é pontuada por superstições, sexo e misticismo. A novela também não desperdiça a oportunidade de explorar as crendices do folclore nordestino e fanatismo religioso, tão comum no Nordeste, que está representado em Mandacaru por dois personagens antagônicos: Frei Dodô (Guilherme Piva) é generoso e perambula pelo sertão atendendo às populações mais carentes; já o padre Waldeck ( Carlos Alberto) toma partido dos poderosos e ignora os humildes, preocupado unicamente com seu conforto pessoal.

Os coiteiros – informantes dos cangaceiros – estão incluídos na trama e são representados principalmente por Lustosa (Tião DAvilla) e Dinda (Teresa Sequerra). Aliás, Dinda também se encaixa na parte cômica da novela porque bate no marido, o bêbado Terto, vivido por José Dumont. Ao contrário do que se possa imaginar, o humor tem destaque na história e há um aspecto lúdico nos personagens.

Mesmo não sendo baseada em personagens reais, uma profunda pesquisa antropológica, social e cultural abrange a trama. E Mandacaru se torna reveladora ao mostrar a história de um Nordeste que muitos jamais conheceram.

Fonte: TV Bandeirantes

Texto originalmente escrito por Enio Marcio do Valle Leite, em 20/10/2005

‘Mandacaru’ chega ao fim com muitas mortes

’Mandacaru’ chega ao fim com muitas mortes

Último capítulo da novela da Manchete vai ao ar amanhã, acabando com os mistérios da trama

Por: Rosângela Marques da Agência Estado

As mortes no cangaço estão com os dias contados. Termina amanhã a saga do bando de Tirana (Victor Wagner) em “Mandacaru”, exibida pela Manchete. Mas na última semana de exibição, antes do capítulo final, que vai ao ar um dia antes da estréia de “Brida“, muitas cabeças ainda devem rolar. Arlete (Alexia Deschamps), que confessou a autoria do crime de assassinato de Felipe Câncio (Raimundo Deny Souza), assim como Aquiles (Murilo Rosa) e Glauco (Antônio Grassi), desmascara Raimunda (Márcia Santos) diante de todos.

Depois de ter sido convencida por Raimunda para que abortasse o filho, Arlete descobre que tudo se trata de uma cilada armada por Manuela (Tânia Boscoli), que manda que seus jagunços a seqüestrem. Libertada pelos homens de Tirana e Zebedeu (Benvindo Sequeira), Arlete é consolada por Glauco, que tenta fazer com que ela desista do aborto. Quem não tem um final feliz é a traidora Raimunda, que acaba sendo linchada pelo povo de Jatobá. Depois de assumir o posto de prefeito, Edgar (Jandir Ferrari) planeja também assumir ares de homem sério. Ele pede a mão de Gracinha (Melissa Mel) em casamento, mas terá de se entender com a sogra, a beata Filó (Telma Reston). Para conseguir o consentimento, o casal resolve inventar que a garota está grávida, mas a sogra só acaba acatando a idéia depois que vê o empenho do genro em socorrer os feridos do confronto ocorrido entre o exército e os cangaceiros, na praça da igreja.

Finalmente, o amor entre Terto (José Roberto Lopes) e Dinda (Tereza Siqueira) tem um final feliz, apesar das circunstâncias. Atormentado há meses pelo espírito de sua amada, Terto luta dia e noite para conseguir recuperar o cabaré e, com isso, dar o descanso merecido para Dinda. Mas quando isto acontece e o espírito deixa de lhe assombrar, Terto se sente perdido. Quando Aquiles revela que o verdadeiro assassino de Felipe Câncio é Arlete, Terto acaba engolindo a única prova do crime e morre asfixiado. Mas quando passa desta para melhor, comemora muito por estar novamente ao lado de sua querida Dinda. E para livrar a culpa de Arlete e promover Edgar, Zebedeu começa a espalhar pela cidade que o prefeito é o verdadeiro assassino de Felipe Câncio. O que deveria causar preocupação ao médico acaba se transformando em um ato de heroísmo e Edgar passa a ser admirado por todos na cidade.

Mas a grande pergunta da novela só será respondida durante a exibição do último capítulo: com quem ficará Juliana (Carla Regina), que durante toda a trama mostrou-se dividida entre seus dois amores, o cangaceiro Tirana e o tenente Aquiles? De adversários a amigos, Tirana e Aquiles mudaram de lado para poder combater o mal dentro de Jatobá. Nos últimos capítulos, Aquiles vai atrás de Tirana na caatinga para o levar ao encontro de Juliana, que deverá escolher ao lado de quem ficará.

Fonte: AN Tevê

Texto originalmente escrito por Ricardo Santos de Almeida, em 11/04/2005

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