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Jornal da Manchete Edição da Tarde

O Jornal da Manchete Edição da Tarde estreou em 1 de julho de 1985, às 12h30, logo após a Manchete Esportiva 1o Tempo, que também estreava naquele dia. Desta forma, o principal telejornal da emissora, premiado e fonte de inspiração para outros canais, ganhava sua terceira edição do dia.

Com uma hora de duração, O jornal pretendia esgotar os assuntos do dia na primeira meia hora e usar a outra para tratar de assuntos especiais. O horário de exibição casava com o Jornal Hoje da Globo, mas como o antecedia, daria vantagem para o noticiário da Manchete. O inverso do que ocorria à noite, quando o Jornal da Manchete ia ao ar após o informativo global. O Jornal da Manchete Ed., da Tarde tinha mais possibilidades de colocar notícias ainda inéditas para os telespectadores.

Os apresentadores iniciais foram Celene Araújo e Jacyra Lucas, que até então faziam o Manchete Panorama. Por ser um jornal para a hora do almoço, a edição da tarde era mais leve, com mais matérias culturais e até entrevistas.

Foi a única edição a não exibir os tradicionais monitores do switcher como cenário. O Edição da Tarde, como ficou conhecido depois, já entrou no ar utilizando cenários tradicionais, e apostando mais num tom laranja ou amarelo.

Em 1987 Celene Araújo foi para o Mulher 87, novo programa feminino produzido em São Paulo. Quem assumiu seu lugar foi Paulo Sergio de Carvalho, fazendo para com Jacyra Lucas.

Em 1988, Jacyra Lucas e Luiz Pimentel. Depois Cristina Rego Monteiro. Milena Ciribelli também passou pelo jornal.

Edição da Tarde - 1988

Em 1989, com a ida de Eliakim Araújo e Leila Cordeiro para o Jornal da Manchete, Carlos Bianchinni assumiu a apresentação do Edição da Tarde.

Leda Nagle e Carlos Bianchinni - Edicao da Tarde - 1989
Leda Nagle e Carlos Bianchinni – Edicao da Tarde – 1989

Em 1990 houve uma modificação de base no jornalismo da emissora, e com isso o telejornal ganhou novos cenários (laranja) e abertura, e passou a ser ancorado por Lêda Nagle e Carlos Bianchini no Rio, Celene Araújo em São Paulo e Carmem Lúcia em Brasília. O título também sofreu pequena alteração e o vespertino passou a assinar simplesmente “Edição da Tarde”. Todas essas mudanças tinham por objetivo dar uma identidade própria ao informativo, se distanciando da linguagem e do formato da edição noturna. A partir desse período, o telejornal ficou marcado pelas entrevistas conduzidas por Leda Nagle no último bloco da edição.

Em 1992, com a crise na emissora, Leda trocou a Manchete pelo SBT. O Edição da Tarde então passou a ser apresentado por Carlos Bianchinni e Solange Bastos, e contava com a presença de Paulo Stein com as notícias esportivas. O telejornal ganhou também novos cenários e nova abertura.

Em 1995, Carlos Bianchinni passou a apresentar sozinho o telejornal, que novamente ganhou novos cenários e abertura, seguindo a reformulação que atingiu também a edição noturna do jornal.

Edição da Tarde com Carlos Bianchini, 1995

Em 1997 Elisa Mendes assumiu a bancada. Mesmo sem alterações nos cenários, vinheta e logotipo, a apresentadora voltou a se referir ao telejornal como “Jornal da Manchete Edição da Tarde”.

Edição da Tarde com Elisa Mendes - 1997

Em 1998, na última reformulação do jornalismo da Manchete, seus informativos diários voltaram a ser divididos em três edições. Com o mesmo cenário (novoamente trazendo de volta uma reformulada redação ao fundo), em março, estrearam o Jornal da Manchete Edição da Tarde, Jornal da Manchete, e o Jornal da Manchete Edição da Noite. Apresetada por Elisa Mendes, a edição vespertina voltava a ter uma hora de duração, e trazia também as notícias esportivas.

Jornal da Manchete Edição da Tarde com Elisa Mendes - 1998

Nesse período, os telejornais contavam uma assinatura, pronunciada pelos apresentadores ao final da escalada: “Esta é a edição da tarde do Jornal da Manchete, onde você tem a maior e melhor cobertura político-econômica, e onde você sempre sabe mais”. A abertura das três edições também eram idênticas, só se diferenciando por uma assinatura abaixo do logotipo (“Edição da Tarde”).

Jornal da Manchete Edição da Tarde com Lucia Abreu - 1998

O telejornal foi extinto no final de 1998, durante a greve de funcionários que culminaria na venda da emissora.

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