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História

Complexo de Água Grande: o protótipo do Projac.

Além do prédio da Bloch, em 1985 entrava em funcionamento um revolucionário Centro de Televisão, capaz de concentrar todas as etapas de produção, sendo mais uma inovação no meio televisivo. O centro era capaz de produzir novelas, shows e programas de auditório. Nessa mesma época, houve uma divisão: O jornalismo ficaria no prédio-sede da emissora, no Flamengo, enquanto que a produção de novelas e minisséries juntamente com a linha de shows ficaria concentrada em Água Grande.

O complexo contava com uma enorme área no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio. Nele, existiam, além de oficinas de todas as espécies, quatro grandes estúdios, sendo três direcionados às novelas e um à linha de shows. Como referência, o estúdio A tinha uma área de 1960 m2, sendo o maior estúdio televisivo do país até os anos 2000.

As oficinas do Complexo nasceram modernas. Desde azulejos para o cenário de uma novela até a bancada futurista do Jornal da Manchete eram feitos no avançado Complexo de Água Grande. O centro era capaz de suprir totalmente a produção de grandes atrações. De lá saíram grandes sucessos da TV brasileira.

Em 1994, com o lançamento da Bloch Som & Imagem (a empresa do Grupo Bloch responsável pela produção de conteúdo para a TV, e também um artifício contra qualquer embargo), passou a ser a proprietária do Complexo de Água Grande, apenas uma divisão formal. O centro só deixou de ser usado em 1998, quando a produção da novela Brida foi cancelada.