Onde está o acervo da Manchete?

Quando a empresa TV Manchete Ltda pediu falência logo depois da transferência dos cinco canais para a TV Ômega (RedeTV!), seus bens passaram automaticamente a compor a massa falida da empresa, que junto com as obrigações financeiras (dívidas) deveriam ser “identificados” para que a venda desses bens (neste caso os bens vão a leilão) paguem o máximo de dívidas possíveis. Em 2005, reza a lenda, os arquivos foram arrematados nestes leilões. Foi aí que Pantanal, Dona Beija e Ana Raio passaram às mãos de João Paulo Vallone, que os revendeu ao SBT.

Mas parece que o restante dos arquivos não interessavam a seus compradores e semanas depois quase 5 mil apareceram na porta da TV Cultura de São Paulo. A emissora pública tratou de limpar e catalogar as fitas, para tentar recuperar e armazenar o acervo. Mas antes de começar o processo de digitalização, que exigiria investimento financeiro, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV pública paulista, a entidade se deparou com uma questão de difícil solução: a quem deveriam pagar direitos autorais e conexos em caso de reaproveitamento na programação?

A TV Cultura fez em 2010 um orçamento para digitalizar o acervo, um total de 8 milhões de reais. Mas a licitação para obter recursos de patrocínios e/ou leis de incentivo acaba sendo negado por causa dessas questões do pagamento de direitos.

e que as fitas são só do arquivo de Sao Paulo (que como foi geradora durante 1 ano, tinha boa parte do conteúdo replicado). Isso dá ainda mais incerteza obre o total do Arquivo.

As obras só passam a ter domínio público 70 anos depois de levadas ao ar, o que começaria a ocorrer somente em 2053 e gradativamente os conteúdos poderiam ser veiculados conforme fossem completando este tempo de vida (já que o acervo tem imagens desde 1983 a 1999.

*Com informações de matéria publicada em O Globo, em 2013 por Cristina Tardáguila.