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Kananga do Japão

Sobre Kananga do Japão

A partir de agosto de 1989, uma novela traria de volta a Rede Manchete ao caminho das superproduções. Idealizada por Adolpho Bloch, entrava no ar Kananga do Japão. O sucesso veio rápido. Com um trabalho minucioso, a equipe da novela reconstituiu, em tamanho real, a Praça Onze da década de 30. A cidade cenográfica foi construída em Maricá, a 40 km da capital fluminense.

No início de 1989, Adolpho Bloch conversava com Carlos Heitor Cony sobre a realização de um antigo projeto de sua própria autoria. Baseado em passagens de sua vida, o empresário pediu ao escritor que preparasse a sinopse da novela. E assim Cony o fez. A sinopse foi apresentada e a novela começou a ser produzida com autoria de Wilson Aguiar Filho e direção de Tizuka Yamazaki.

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Com cenas de erotismo e contando com uma direção de primeira qualidade, a novela registrou médias de 15 pontos de audiência, com picos de 19. Foi um sucesso, que contribuiu para o crescimento da emissora naquela época. Crescimento esse que culminaria na explosão do sucesso Pantanal, que substituiria Kananga.

A novela misturava ficção com realidade. O pano de fundo era o movimento musical dos anos 30, o que proporcionou um enlevo mágico ao projeto. No entanto, o autor soube costurar o folhetim com os principais momentos da história do país na década enfocada, como a Intentona Comunista de 35, que ganhou muita força no roteiro, principalmente com a dupla Cassiano Ricardo e Bettina Vianny ao encarnarem Carlos Prestes e Olga Benário.

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