O Pirata do Espaço: o primeiro anime exibido no Brasil

Com Xuxa no Clube da Criança, o desenho japonês O Pirata do Espaço fez sucesso entre a garotada que assistia à Manchete.

Nos primeiros anos de funcionamento da emissora, o exibia o desenho animado “O Pirata do Espaço“, uma produção japonesa lançada em 1976. Fez sucesso no mundo todo, e só chegou ao Brasil em 1983, pela TV Manchete. Por aqui, também caiu nas graças do público, e ajudou Xuxa se manter na vice-liderança de audiência.

Sendo um desenho animado produzido no Japão, O Pirata do Espaço é, portanto, um “Anime”. Ao contrário do que os fãs de Cavaleiros do Zodíaco dizem, a atração foi, portanto, o primeiro anime exibido no Brasil.

Protagonizada por uma nave-robô que leva o nome do desenho, a é marcada pela invasão de diversos robôs-bomba, naves de controle utilizadas pelo Império Gaila com o objetivo de atacar o Japão e de derrotar ou capturar o Pirata do Espaço. Os robôs-bomba possuíam em diversas vezes a capacidade de se transformarem em robôs exatamente semelhantes ao Pirata do Espaço. Diversos são usados na luta pela conquista da Terra, com pilotos selecionados pelos comandantes, sendo cada um escolhido para cumprir a missão.

O Pirata do Espaço era comandado pelo casal Joe Casaca e Rita. Um pontos forte do desenho surgia quando ambos pronunciavam a frase “Acionar os motores! Pirata do Espaço, levantar vôo!”. Uma música fantástica surgia ao fundo, iniciando mais uma grande aventura em forma de desenho animado. Joe é um piloto da base Akane. Por ser muito temperamental, e às vezes violento, constantemente não se relaciona bem com o pessoal da base, com exceção do professor Tobishima, que é o seu grande amigo e conselheiro, quase um pai para ele.

Joe é um ótimo piloto, mas é um tanto convencido, sempre fazendo questão de mostrar sua habilidade, sem tolerar a idéia de que alguém possa superá-lo em uma disputa aérea. A convivência com Rita e a luta contra o exército de Gailar faz com que, aos poucos, Joe vá modificando seu comportamento, tornando-se uma pessoa mais amigável e menos cheia de si.

Ao longo dos episódios da série, Joe vai se apaixonando por Rita, mas tal romance nunca acontece porque nunca tem coragem de se declarar a ela. Joe termina a série chorando pela partida de Rita, sem saber se seu amor é correspondido.

Por Diogo Montano

Diogo Montano é Bacharéu em Ciência da Computação, pós graduado em Gestão de Negócios, e trabalha há quase vinte anos unindo duas coisas que sempre gostou: comunicação e tecnologia. Cresceu assistindo à Globo e Manchete(imagens sem interferências na baixada fluminense), e em 1999, ainda antes de entrar na faculdade, publicou a primeira versão deste site, logo após a venda da emissora. Atualmente trabalha como PM(Product Manager) no Globoplay.

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