Sobre Kananga do Japão

Cristiane Torloni e Raul Gazola em Kananga do Japão.

A partir de agosto de 1989, uma novela traria de volta a Rede Manchete ao caminho das superproduções. Idealizada por Adolpho Bloch, entrava no ar Kananga do Japão. O sucesso veio rápido. Com um trabalho minucioso, a equipe da novela reconstituiu, em tamanho real, a Praça Onze da década de 30. A cidade cenográfica foi construída em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Cidade cenogáfica de Kananga do Japao
Cidade cenogáfica de Kananga do Japao

No início de 1989, Adolpho Bloch conversava com Carlos Heitor Cony sobre a realização de um antigo projeto de sua própria autoria. Baseado em passagens de sua vida, o empresário pediu ao escritor que preparasse a sinopse da novela. E assim Cony o fez. A sinopse foi apresentada e a novela começou a ser produzida com autoria de Wilson Aguiar Filho e direção de Tizuka Yamazaki.

Com fatos históricos, trama romântica leve e uma direção de primeira qualidade, a novela registrou média de 15 pontos de audiência. Foi um sucesso de público e principalmente de crítica, que contribuiu para a consolidação da emissora naquela época. Crescimento esse que culminaria na explosão do sucesso Pantanal, que viria a seguir.

20190511-kananga-do-japao-christiane-torloni-e-raul-gazolla
Cristiane Torloni e Raul Gazolla eram Dora e Alex, protagonistas da novela

A novela misturava ficção com realidade. O pano de fundo era o movimento musical dos anos 30, o que proporcionou um enlevo mágico ao projeto. No entanto, o autor soube costurar o folhetim com os principais momentos da história do país na década enfocada, como a Intentona Comunista de 35, que ganhou muita força no roteiro, principalmente com a dupla Cassiano Ricardo e Bettina Vianny ao encarnarem Carlos Prestes e Olga Benário.