Com Marcia Peltier na última fase, o JM continuou inovando

Marcia tinha prestígio, carisma com o público, e imprimia uma relação de intimidade com o telespectador.

Com a saída de Leila Cordeiro e Eliakin Aráujo da emissora em dezembro de 1992, o Jornal foi apresentado por Cesar Filho e Leilane Neubarth provisoriamente por alguns meses, até Márcia Peltier (que tinha um programa diário de debates no fim de tarde) aceitar o convite para assumir o Jornal, apoiada em São Paulo por Sérgio Rondino e em Brasília por Carlos Chagas. O JM ganhou nova abertura e pacote gráfico. Em 1994 novamente a abertura foi trocada, quando todos os jornalísticos passaram a ter um globo formado pela palavra “Manchete”.

Em 1995 o jornal abandonou os tradicionais monitores da redação e ganhou um cenário amplo, com um enorme Mapa Mundi ao fundo, novo grafismo e também nova abertura. A equipe completa era composta por: Marcia Peltier (âncora, Rio), Carlos Chagas em Brasília, Florestan Fernandes em São Paulo (substituindo Sergio Rondino, que assumiu o Jornal da Noite na Band) , Villas Boas Correa comentando política e Denise Campos de Toledo como comentarista econômica.


Durante as Olimpíadas de 96, a emissora levou Márcia Peltier para ancorar o jornal diretamente de Atlanta. Marcos Hummel ficou no Rio, mas Marcia era quem comandava de lá o noticiário.

Marcia Peltier ancorou o Jornal da Manchete diretamente de Atlanta.

1997: Marcos Hummel assume o JM ao lado de Marcia

No início de 1997, Marcos Hummel, que vinha muiro bem apresentado o sucesso “Na Rota do Crime” e o telejornal “Manchete Verdade”, passa a fazer par com Marcia Peltier. Para acomodar dois apresentadores, não apenas a bancada foi substituída, mas sim todo o cenário, abertura e pacote gráfico. A audiência subiu. Mas inexplicavelmente Hummel voltou para o “Na Rota do Crime” e logo depois assinou com a Band. Peltier ficou sozinha novamente.


Em 1998, em nova evolução, o jornal voltou a reforçar o conceito de três edições. Com cenário novo (trazendo de volta a reformulada redação ao fundo), em março, estreavam o Jornal da Manchete Edição da Tarde, Jornal da Manchete, e o Jornal da Manchete Edição da Noite. Marcia Peltier continuava a frente da edição principal.

Peltier foi a primeira jornalista brasileira a entrar no Kremlin após a reabertura econômica da Rússia

Marcia foi a mulher que mais tempo permaneceu na apresentação de um telejornal até os anos 2000, quando seria desbancada por Fatima Bernardes e Sandra Annemberg. A loira polivalente teve ainda um programa semanal entre 96 e 98, e era chamada carinhosamente pela imprensa como a “musa” do telejornalismo.


O “Manchete Primeira Mão”, apresentado pelo experiente Berto Filho, estreou no meio de 1998, às 18h30. O propósito do Jornal era suprir a falta de jornalismo de qualidade que existina na TV nessa faixa de horário. TInha meia hora de duração e mostrava os principais fatos do dia.


Com a crise neste ano, porém, Márcia Peltier assinou contrato com a TV Bandeirantes e Augusto Xavier assumiu a bancada, revezando a apresentação com Claudia Bathel.


A título de curiosidade, cada telejornal recebia um nome-código na redação: ET (Edição da Tarde), JM1 (Jornal da Manchete), JM2 (segunda edição), ME1 (Manchete Esportiva Primeira Edição) e ME2 (Manchete Esportiva Segunda Edição), RM (Rio em Manchete) e SPM (São Paulo em Manchete).