A primeira fase do jornal de maior credibilidade do país

Com Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni, o Jornal da Manchete trouxe uma nova abordagem, que elevou o status da notícia na TV.

No primeiro dia útil após a estreia da Manchete, entrou no ar o então carro-chefe da programação à época: o Jornal da Manchete. A emissora se propunha a fazer a diferença no jornalismo, e foi a buscar inspiração nas ‘gringas’ BBC e CNN, e projetou um noticiário com 2 horas de duração (das 19h às 21h10). Nos primeiros meses o jornal era dividido em quatro segmentos, que depois acabaram virando programas distintos, chamados: Manchete Panorama (cobrindo artes e espetáculos, e apresentado por Iris Lettieri e Jacira Lucas), Manchete Esportiva (com Paulo Stein e Alberto Leo), Manchete Internacional, e “Jornal da Manchete”, estes dois últimos apresentados por Ronaldo Rosas e Carlos Bianchini.

  • 19h: uma grande “escalada”, com a apresentação das principais notícias do dia.
  • 19h05: Manchete Panorama: segmento de Cultura, artes e espetáculos.
  • 19h30: Paulo Stein trazia a Manchete Esportiva, alternatadamente com Alberto Leo.
  • 20h: Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni apresentavam as notícias do mundo e do Brasil, aprofundadas pelos repórteres e analisadas por nomes como Carlos Chagas e Villas Boas Correa.
Ronaldo Rosas - Jornal da Manchete - 1985
Ronaldo Rosas – Jornal da Manchete – 1985

Ainda em 1983 os segmentos viraram oficialmente programas distintos, com Manchete Panorama começando às 19h, seguido pela Manchete Esportiva. Desta forma o JM começava às 19h40, totalizando 1h30 de duração. No ano seguinte perdeu meia hora ficando daí adiante com 1 hora, sendo assim, até o fim da Manchete, o mais longo telejornal da faixa nobre da TV.

JM Bianchinni-1987

Já no primeiro ano ganhou o Prêmio APCA de melhor telejornal e de maior credibilidade e durante toda a existência continuou sendo percebido pelo público como um jornal imparcial (pesquisas de opinião mostraram esse resultado. Era comum o jornal contar com comentaristas com posições políticas contrárias. Esse prestígio fazia com que tivesse uma audiênca robusta, mesmo batendo de frente com a novela das oito. Durante Roque Santeiro(1985), registrava médias em torno de 10 pontos. O desempenho aumentava conforme a força do conteúdo.

Em 1987 Ronaldo Rosas deixou a Manchete e o noticiário ficou apenas com um apresentador, Carlos Bianchinni, até 1989.

JM Bianchinni-1987
Logo do jornal em 1987 com Carlos Bianchinni

leia também